Nasci num Brasil muito americano. Um país, que tinha se rendido à coca-cola e a Tom Cruise, que cantava num inglês cheio de bossa, que ainda não tinha trocado o cruzado novo por Real. Capitalista, era o Tio patinhas. E Comunista... Ah, esse era Fidel Castro. Na minha visão infantil, aquele homem que parecia jamais ter sido jovem, era o maior homem do mundo. Pois carregava nas costas o Comunismo inteiro.
Cenho fechado. Barba abundante. Farda verde militar. E quando não estava discursando, tinha um charuto pendurado no canto da boca. Não era lá o que eu, aos cinco anos, considerava super interessante. Mas o fato é que ele vivia aparecendo na TV. Esqueça a China, a Coréia do Norte, a Líbia, Laos, o Vietnã. Até hoje, quando me falam em Comunismo eu lembro logo de Cuba.
E não que eu simpatize com Fidel, ou concorde com tudo que ele fez ou disse. Na verdade eu imagino que a causa dessa lembrança esteja relacionada à impressão que tive dele na infância, Fidel Castro sempre me pareceu “o último dos moicanos” comunistas, e sua expressão cansada era dona das grandes preocupações de quem ainda teimava em manter-se diferente do resto do “mundo”.
Quando em 2006 anunciaram que o então ‘presidente de Cuba’ estava se afastando do cargo para cuidar de sua saúde, eu confesso que fiquei um pouco decepcionada. Primeiro porque ainda guardava um restinho de inocência pueril que fazia teimar em acreditar que caras como ele não podiam morrer. Segundo porque não conseguia digerir o fato de manterem segredo sobre a até hoje incógnita doença.
Hoje, quando li a declaração de García Sabrido, médico que acompanha o caso: "Fidel está muito bem,(...) e poderia voltar ao poder se desejasse.” Me perguntei qual seria o motivo dele não voltar. E tudo que consegui pensar foi: Não volta, pois a doença foi uma desculpa. Para tirar um cansado Sr.Castro do poder. E manter a família a frente do país. Talvez Cuba deixe de ser “república” e vire “monarquia”. Não é assim que chamamos governos hereditários?
BSH está de volta ao Ei! Detalhe...
Ela admite que essa não foi o texto mais legal que escreveu na vida, mas insiste em atualizar o blog!
Nossa garotinha também está triste por ter sido "dâ" o suficiente p/ perder a fonte do seu Notebook!


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